História do Guia Michelin

A história do Guia começa em 1889, no interior da França, quando os irmãos Andre e Edouard Michelin fundaram a marca de pneus Michelin.

Na época a indústria automobilística ainda estava iniciando e havia menos de 3 mil carros no país. Por isso, com a intenção de promover o turismo e, consequentemente, aumentar a procura por seus produtos e serviços, os irmãos tiveram a ideia de criar um guia com dicas de viagem.

O Guia Michelin, lançado no ano de 1900, continha informações essenciais para os aventureiros da época, como mapas, postos de gasolina, locais para hospedagem e, também, sugestões de restaurantes.



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O guia era distribuído gratuitamente até o dia em que Andre viu que, em uma loja de pneus, seus guias estavam sendo usados para sustentar uma bancada de trabalho. Para que aquela cena não se repetisse, Andre entendeu que precisava agregar mais valor ao material. Por isso, a partir de 1920 os guias tiveram melhorias e começaram a ser vendidos.

Com o tempo, a seção que recomendava restaurantes passou a exercer uma grande influência. Por isso, os irmãos Michelin começaram a recrutar clientes ocultos para ter certeza que os lugares que indicavam eram de qualidade. Como forma de reconhecer os restaurantes mais bem avaliados, passaram a conceder estrelas para os que se destacavam.

Essa influência foi só aumentando até que os Guias Michelin tornaram-se best-sellers e suas estrelas um símbolo de excelente gastronomia. Isso revolucionou o turismo, pois fez com que hotéis e restaurantes aperfeiçoassem seus serviços para atrair turistas e, quem sabe, serem reconhecidos pelo famoso guia de capa vermelha.


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Atualmente, existem mais de 30 mil estabelecimentos avaliados na Europa, Ásia e Américas. O Guia continua sendo uma ótima fonte de descobertas de experiências gastronômicas diferenciadas!

É importante lembrar que o esforço dos restaurantes e chefs em manter a qualidade, a experiência e os sabores precisa ser constante. Afinal, as estrelas e todo o prestígio que as acompanham podem ser retirados caso a qualidade caia.

Guia Michelin no Brasil

Faz pouco tempo que os chefs e restaurantes brasileiros contam com as classificações do Guia. Sua primeira edição foi lançada por aqui em 2015, apenas com restaurantes de São Paulo e Rio de Janeiro. Além disso, a edição brasileira é a única de toda a América do Sul.

Hoje o Brasil tem 3 restaurantes com duas estrelas Michelin, 15 estabelecimentos com uma estrela e 33 classificados como Bib Gourmand.

O primeiro lugar a ser prestigiado com duas estrelas, já na edição de inauguração aqui no Brasil, foi o D.O.M., do chef Alex Atala. Outros restaurantes do Rio ou São Paulo que também se destacaram nos guias dos últimos anos são:

  • Oro, do chef Felipe Bronze

  • Tuju, do chef Ivan Ralston

  • Oteque, do chef Alberto Landgraf

  • Maní, da chef Helena Rizzo

Para conferir a lista completa dos restaurantes brasileiros prestigiados com uma distinção Michelin, acesse o site do Guia.




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As classificações além das estrelas

Devido à influência do Guia, foram adicionadas mais duas distinções que são inferiores às estrelas:

  1. A primeira foi em 1997, quando surgiu a categoria Bib Gourmand (mascote da Michelin), que incluía restaurantes com a melhor relação qualidade-preço.

  2. A segunda surgiu em 2018, quando criaram a distinção Prato Michelin. Ela é inferior à categoria Bib Gourmand, mas sinaliza restaurantes que são recomendados pelo Guia.




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As versões do Guia

Entenda as diferentes versões do Guia Michelin:

  • Guia Vermelho: referências de hotéis e restaurantes (guia mais conhecido mundialmente).

  • Guia Verde: é um guia turístico focado em referenciar patrimônios naturais e culturais. Sua publicação é feita apenas na Europa.

  • Guias Práticos: essa versão tem informações mais objetivas e o seu público são os viajantes individuais.

  • Guias Gourmands: seleção dos restaurantes típicos de cada região da França ou de alguns outros lugares do mundo.





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Les Prés d’Eugénie, Maison Guérard

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